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12 de septiembre de 2019

Imperialistas: tirem suas mãos da Amazônia!

Declaração de Luta Pelo Socialismo (Brasil) e Partido Obrero (Argentina)

Versión en español

Não é um acidente climático: é o capitalismo que superexplora os trabalhadores e a natureza.

Imperialistas: tirem suas mãos da Amazônia!

20 a 27 de setembro: Organizemos a greve e a mobilização mundial da juventude e dos trabalhadores.

 

Os gigantescos incêndios na Amazônia, o “pulmão do planeta”, são um crime contra a humanidade.

As impactantes imagens difundidas põem em relevo o alcance criminal das polı́ticas depredadoras do grande capital em seu insaciável apetite por lucros.

O dano é enorme: desde maio, foram destruı́dos 1.200.000 hectares de loresta. A consternação que as imagens da devastação geraram se soma a indignação que despertou as respostas do governo brasileiro. Primeiro, disse que era um problema climático e logo negou a realidade, responsabilizando uma campanha midiática das organizações que defendem o meioambiente.

B o l s o n a r o d e i x o u q u e o s i n c ên d i o s s e desenvolvessem. Defende os interesses dos latifundiários e dos grandes capitalistas do agronegócio. Grandes grupos plantadores de soja e criadores de gado, entre eles os principais comerciantes de grãos do mundo (Cargill, Bunge, Dreyfus) e a indústria frigorı́ica (Marfrig, JBS, etc.) são os que impulsionam os desmontes na Amazônia. Em 10 de agosto, convocaram o “Dia do Fogo” para avançar na extensão da fronteira do agronegócio. O gove rno Bol sona ro inc entivou e s s a a ç ão. Desmantelou os pressupostos dos organismos estatais de controle da Amazônia. Incentiva a formação de milıć ias mercenárias dos latifundiários para expulsar os povos indıǵ enas e camponeses de suas terras. O 'agropoder' é inanciado pelos principais bancos e fundos de investimento do mundo(BlackRock, JP Morgan, Citigroup, HSBC, BNP Paribas).

Duas caras depredatórias da crise capitalista

O capitalismo em seu afãde obter lucros não vacila em superexplorar os trabalhadores e destruir a natureza. A crise capitalista em curso acentua essa tendência histórica. A economia brasileira está em recessão e o governo Bolsonaro busca compensar a queda de lucros do monopólio sem investimentos, depredando a natureza para poder plantar mais soja e mais pasto para o gado. Não ésóna Amazônia: este ano, o mundo se comoveu com a ação negligente do capital das mineradoras que provocou, por falta de intervenções, a catástrofe pela ruptura das barragens de Brumadinho, enterrando pessoas na lama, com mais de 200 vıt́ imas fatais entre os trabalhadores. Isso sem falar nos 40 e 50% dos trabalhadores brasileiros que estão sem carteira assinada, precarizados, submetidos àexplorações brutais.

E necessário unir a luta contra a supreexploração trabalhadora, contra a depredação ambiental que é fruto de um mesmo culpado: o capitalismo em sua etapa de decomposição. O incêndio na Amazônia se estendeu àBolıv́ ia e outros paıś es sul-americanos.

A guerra comercial na Amazônia e a ajuda humanitária

Algumas potências imperialistas – o presidente francês Macron, etc. – têm pleiteado, frente à inoperância criminal de Bolsonaro, que deixa avançar os incêndios, a necessidade de se discutir “se é possıv́ el deinir um caráter internacional para a Amazônia”. Bolsonaro tem respondido, declarando-se defensor da soberania brasileira, e... permitindo que continue o desmonte da Amazônia. Trump, em contraponto, apoia abertamente Bolsonaro. Trata-se de dois campos imperialistas que em plena guerra comercial, em nıv́ el mundial (acordo União EuropeiaMercosul; promessas de Trump de um acordo comercial especial com Bolsonaro, etc.), também lutam por uma posição de privilégio na apropriação da Amazônia. Uma guerra entre os depredadores.

A hipocrisia é total: grande parte das empresas que atuam no negócio do 'agropoder' são imperialistas, a exemplo da f rancesa Dreyfus s , monopólio exportador; o Banco Paribas, um dos maiores inanciadores de latifundiários e de monopólios agropecuários etc., que compram a soja e a carne a preços rentáveis, pelos baixos custos de produção, com baixos investimentos. Macron não dá a mıń ima para o meio ambiente, ele só quer proteger os interesses do povo europeu do agronegócio. Ajuda humanitária do imperialismo? A ajuda humanitária humana toda vez que foi nomeada no Oriente Médio serviu para justiicar uma guerra de colonização. Uma coleção que Macron fez na recente reunião do G7, na França, alcançou a soma de 20 milhões de dólares. Um retorno ao capital inanceiro (apenas um artista de Hollywood doou 5 milhões de dólares a uma organização que airma ser defensora do meio ambiente).

A superexploração dos trabalhadores é intensiicada pela Reforma Trabalhista e previdenciária, impulsionada pelo FMI e que Temer e Bolsonaro desenvolveram.

Os trabalhadores devem tomar nota de que esta crise põe em risco a vida da humanidade trabalhadora e animal do planeta. O que as guerras imperialistas não destroem diretamente, a depredação capitalista da natureza está destruindo. O degelo do artigo e das zonas glaciais, o aquecimento da terra, etc. são parte do mesmo fenômeno. Não é Bolsonaro, são todos os capitalistas. No norte argentino é parte da vida cotidiana o desalojamento da comunidade campesina e indıǵ ena e o deslorestamento.

Mais que nunca está colocada na ordem do dia uma ação internacional: ganhar as ruas contra a polıt́ ica predatória de Bolsonaro, Macri e todos os governos capitalistas que impulsionam a devastação das reservas naturais e indıǵ enas e um profundo ajuste contra as aposentadorias, educação e direitos trabalhistas.

A mobilização internacional em defesa da Amazônia deve servir à juventude estudantil e à classe trabalhadora brasileira como ponto de apoio para enfrentar o governo Bolsonaro e frear o desastre ambiental:

 - Proibição dos desmontes. Direcionar os fundos necessários para apagar os incêndios, sob o controle operário e popular. Assembleias populares que agrupem camponeses, indıǵ enas e trabalhadores de cada distrito para impedir a continuidade do saque.

- Nacionalizar o comércio exterior: expropriar os exportadores.

 -Acabar com o latifúndio: expropriar os latifundiários e capitalistas e criar empresas estatais para planiicar a produção sob o controle dos trabalhadores.

-Revogar a Reforma Trabalhista e previdenciária.

- Refutar a entrega/privatização que Bolsonaro colocou em marcha (Correio, Petrobras, Eletrobras, Casa da Moeda, SERPRO, DATAPREV Companhia Brasileira de Trens Urbanos - CBTU, Empresa Brasil de Comunicação - EBC, Telebras etc.). Controle trabalhista das ditas empresas.

Organizemos a participação ativa da juventude e da classe trabalhadora nas greves e mobilizações internacionais de 20 a 27 de setembro contra as mudanças climáticas. Nós que lutamos pelo socialismo, por governos de trabalhadores, para avançar em uma planiicação e desenvolvimento das forças produtivas que permita harmonizar a satisfação das necessidades sociais com a preservação do meio-ambiente, devemos nos colocar na vanguarda desta luta contra a barbárie capitalista.

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